Declaração de Fé e Doutrina

ARTIGO I - DAS ESCRITURAS

Cremos que a Bíblia Sagrada é a divina Palavra de Deus, repassada, proclamada e transmitida ao homem para lhe revelar Seus propósitos e desígnios. Foi escrita por homens divinamente inspirados; que é um perfeito tesouro de instrução celestial, tendo Deus por seu verdadeiro autor; que tem por objetivo a salvação dos homens, a edificação dos crentes e o manifestar da glória de Deus no céu e na terra; que o seu conteúdo é a verdade sem qualquer tipo de erro. Ela revela o destino final do mundo e os princípios pelos quais Deus exercerá plena justiça a todos os homens e por isso é, e continuará sendo o padrão supremo pelo qual toda a conduta, credos e opiniões dos homens devem ser aferidos, avaliados e julgados. Ela deve tão-somente ser interpretada à luz da pessoa e dos ensinos de Jesus Cristo, filho de Deus (II Tm 3:16, 17; II Pe 1:21; II; At 1:16; 3:21; Jo 10:35; Rm 3:1-2; Lc 16:29-31; Sl 119:111; II Tm 3:15; I Pe 1:10,12; At 11:14; Rm 1:16; Mc 16:16; Jo 5:38, 39; Pv 30:5-6; Jo 17:17; Ap 22:18-19; Rm 3:4; Rm 2:12-13; Jo 12:47-48; I Co 4:3-4; Lc 10:10-16; 12:47-48; Fp 3:16; Ef 4:3-6; Fp 2:1-2; I Co 1:10; I Pe 4:11; I Jo 4:1; Is 8:20; I Ts 5:21; II Co 13:5; At 17:11; I Jo 4:6; Jd 3; Ef 3:17; Sl 119:59-60; Fp 1:9-11, Sl 119:89; Hb 1:1-2; Is 40:8; Mt 24:35; Lc 24:44-45; Jo 10:35; Rm 3:2; I Pe 1:21,25:Mt 22:29; Rm 16:25,26; Ex 24:4; II Sm 23:2; At 3:21; Lc 16:29; I Pe 2:2; Hb 4:12; Ef 6:17; Rm 15:14; Sl 19:7-9; Sl 119:105; Pv 30:5; Jo 17:17; Rm 3:4; Rm 15:4; II Cr 24:19; Is 34:16; Mt 5:17-18; Gl 6:16; II Tm 1:13; Mt 5:22,28,32,34,39; 17:5; 11:29,30; Jo 5:39-40; Jo l:l,2,14).
 
ARTIGO II – DO VERDADEIRO DEUS
 
Cremos que há um e somente um Deus vivo e verdadeiro, Espírito infinito e inteligente, cujo nome é Jeová, Criador e Senhor Supremo dos céus e da terra, indizivelmente glorioso em santidade e digno de toda honra, confiança e amor; que na trindade divina há três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo, iguais em todas as perfeições divinas e que executam ofícios distintos, mas harmônicos, na grande obra da redenção (Jo 4:24; Sl 147:5; Sl 83:18; Hb 3:4; Rm 1:20; Jr 10:10; Êx 15:11; Is 6:3; I Pe 1:15-16; Ap 4:6-8; Mc 13:30; Ap 4:11; Mt 10:37; Jr 12:2; Mt 28:19; Jo 15:26; I Co 12:4-6; I Jo 10:30; Jo 5:17, 14:23, 17:5,10; At 5:3-4: I Co 2:10, 11; Fp 2:5, 6; Ef 2:18: II Co 13:13; Ap 1:4-5).
 
ARTIGO III – DA PESSOA DO PAI
          
Deus, nosso Criador, manifesta Sua disposição paternal para com todos os homens. Historicamente Ele se revelou primeiro como Pai ao povo de Israel, que escolheu consoante os propósitos de Sua graça. Ele é o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, a quem enviou a este mundo para salvar os pecadores e deles fazer filhos por adoção. Aqueles que recebem Jesus Cristo e n’Ele crê são feitos filhos de Deus, nascidos pelo Seu Espírito, e, assim, passam a tê-lo como Pai celestial, d’Ele recebendo proteção, amor e disciplina (Is 64:8; Mt 6:9; At 17: 26-29; I Co 8:6; Hb 12:9; Êx 4:22,26; Dt 32:6-18; Is 1:2,3; Jr 31:9; Sl 2:7; Mt 3:17; Lc 1:35; Jo 1:12; Mt 23:9; Jo 1:12,13; Rm 8:14-17; Gl 3:26, 4:4-7; Hb 12:6-11).
                    
ARTIGO IV – DA PESSOA DO FILHO
 
Jesus Cristo, um em essência com o Pai, é o eterno Filho de Deus. N’Ele, por Ele e para Ele, foram criadas todas as coisas. Na plenitude dos tempos Ele se fez carne, na pessoa real e histórica de Jesus Cristo, gerado pelo Espírito Santo e nascido da virgem Maria, sendo em Sua pessoa verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Jesus é a imagem expressa do seu Pai, a revelação suprema de Deus ao homem. Ele honrou e cumpriu plenamente a lei divina dos judeus e obedeceu a toda vontade de Deus. Identificou-se perfeitamente com os homens, sofrendo o castigo e expiando as culpas de nossos pecados, conquanto Ele mesmo não tivesse pecado. Para salvar-nos do pecado morreu na cruz, foi sepultado e ao terceiro dia ressurgiu dentre os mortos e, depois de aparecer muitas vezes a seus discípulos, ascendeu aos céus, onde, à destra do Pai, exerce o Seu eterno supremo sacerdócio. Jesus Cristo é o único mediador entre Deus e os homens e o único capaz, poderoso e suficiente Salvador e Senhor. Pelo Seu Espírito Ele está presente e habita no coração de cada crente e na Igreja. Ele voltará visivelmente a este mundo em grande poder e glória, para julgar os homens e consumar Sua obra redentora (Sl 2:7; 110:1; Mt 1:18-23, 3:17, 8:29, 14:33, 16:16-27:17:5; Mc 1:1; Lc.4:41; 22:70; Jo 1:1-2, 11:27, 14:7-11, 16:28; Jo 1:3; I Co 8:6; Cl 1:16-17; Is 7:14; Lc 1:35; Jo 1:14; Gl 4:4,5; Jo 14:7-9; Mt 11:27; Jo 10:30,38; 12:44-50; Cl 1:15-19, 2:9; Hb 1:3; Is 53; Mt 5:17; Hb 5:7-10; Rm 8:1-3; Fp 2:1-11; Hb 4:14-15; I Pe 2:21-25; At 1:6-14; Jo 19:30,35; Mt 28:1-6; Lc 24:46; Jo 20:1-20; At 2:22-24; I Co 15:4-8; Jo 14:6; At 4:12; I Tm 2:4-5; At 7:55-56; Hb 4:14-16, 10:19-23; Mt 28:20; Jo 14:16-17, 15:26, 16:7; I Co 6:19; At l:11; I Co 15:24-28; I Ts 4:14-18; Tt 2:13).
 
ARTIGO V – DA PESSOA DO ESPÍRITO SANTO
 
Cremos que o Espírito Santo é o Espírito de Deus. Um em essência com o Pai e com o Filho. É o Espírito da verdade. Ele inspirou homens santos da antigüidade para escrever as Escrituras. Capacita homens através de iluminação a compreender a verdade. Exalta a Cristo. Convence do pecado, da justiça e do juízo. Atrai homens ao Salvador e efetua regeneração. Cultiva o caráter cristão, conforta os crentes e concede os dons espirituais pelos quais eles servem a Deus através de Sua Igreja. Sela o salvo para o dia da redenção final. A presença dele no cristão é a segurança de Deus para trazer o salvo à plenitude da estatura de Cristo. Ele ilumina e reveste de poder (batismo no Espírito Santo) o crente e a Igreja para a adoração, evangelismo e serviço (Gn 1:2; Jó 23:13; Jz 14:6; Jo 26:13; Sl 51:11, 139:7; Is 61:1-3; Jl 2:28-32; Mt 1:18, 3:16, 4:1, 12:28-32, 28:19; Mc 1:10,12; Lc 1:35, 4:1,18,19, 11:13, 12:2, 24:49; Jo 4:24, 14:16,17,26, 15:26, 16:7-14; At 1:8, 2:1-4,38, 4:31, 5:3, 6:3, 7:55, 8:17,39, 10:44, 13:2, 15:28, 16:6, 19:1-6; Rm 8:9-11, 14:16,26,27; I Co 2:10-14, 3:16, 12:3-11; Gl 4:6; Ef 1:13,14, 4:30, 5:18, I Ts 5:19; I Tm 3:16, 4:1, II Tm 1:14, 3:16; Hb 9:8,14; II Pe 1:21; I Jo 4:13, 5:6-7; Ap 1:10, 22:17).
 
ARTIGO VI – DA QUEDA DO HOMEM
 
Cremos que o homem foi criado em santidade, sob a ordem, feitura e soberana vontade do seu Criador, mas caiu desse estado santo e feliz, por transgressão voluntária, em conseqüência da qual toda a humanidade tornou-se pecadora, não por constrangimento, mas por livre escolha, sendo por natureza destituído completamente da comunhão, glória e santidade que a Palavra de Deus requer, e positivamente inclinada à prática do mal, estando, sem defesa nem excusa, condenado com justiça à ruína eterna (Gn. 1:27, 31; Ec. 7:29; At. 17:26; Gn. 2:16; Gn. 3:6-24; Rm. 5:13; Rm. 5:19; Jo. 3:6; Sl. 51:5; Rm. 5:15-19; 8:7; Is. 53:6; Gn. 6:12; Rm. 3:9-18; Rm. 1:18, 32; 2:1-16; Gl. 3:10; Mt. 20:15; Ez. 18:20; 3:19; Gl. 3:22).
 
ARTIGO VII – DO MEIO DA SALVAÇÃO
 
Cremos que a salvação dos pecadores é inteiramente de graça pela mediação do Filho de Deus, Jesus Cristo, o qual, segundo desígnio do Pai, assumiu livremente nossa natureza, mas sem pecado, honrou a lei divina pela Sua obediência pessoal, e por Sua morte realizou completa expiação dos nossos pecados; que, tendo ressurgido dos mortos, está agora entronizado nos céus, e que unindo em sua maravilhosa pessoa a mais exata expressão da perfeição divina, está completamente capacitado para ser o Salvador adequado, compassivo e todo suficiente dos homens (Ef 2:5,8,9; Mt 18:11; I Jo 4:10; I Co 3:5,7; At 15:11; Jo 3:16; Jo 1:1-14; Hb 4:14; 12:24; Fp 2:6-7; Hb 2:9,14; II Co 5:21; Is 42:21; Fp 2:8; Gl 4:4,5; Rm 3:21; Is 53:4-5; Mt 20:28; Rm 3:21; 3:24-25; I Jo 4:10, 2:2; I Co 15:1-3; Hb 9:13-15; Hb 1:3,8, 8:1; Cl 3:1-4; Hb 7:25; Cl 2:9; Hb 2:18, 7:26; Sl 89:19; Sl 34).
 
ARTIGO VIII – DA JUSTIFICAÇÃO
 
Cremos que a grande bênção do Evangelho, que Cristo assegura aos que nele crê, é a justificação; que esta inclui o perdão dos pecados e a promessa da vida eterna, baseada nos princípios da justiça; que é conferida, não em consideração de quaisquer obras justas que tenhamos feito. Mas exclusivamente pela fé no sangue do Redentor, que, em virtude dessa fé, a perfeita justiça de Cristo é livremente imputada por Deus; que ela nos leva ao estado da mais perfeita paz, comunhão. E favor para com Deus e nos assegura todas as outras bênçãos necessárias para o tempo e a eternidade (Jo 1:16; Ef 3:8; At 13:39; Is 53:11-12; Rm 8:1; Rm 5:9; Zc 13:1; Mt 9:6; At 10:43; Rm 5:17; Tt 3:5-6; I Jo 2:25; Rm 5:21; Rm 4:4-5, 5:22, 6:23, Fp 3:8-9; Rm 5:19, 3:24-26, 4:23-25; I Jo 2:12; Rm 5:1-3,11; I Co 1:30,31; Mt 6:23; I Tm 4:8).
 
ARTIGO IX – DA GRATUIDADE DA SALVAÇÃO
 
Cremos que as bênçãos da salvação cabem gratuitamente a todos por meio do Evangelho; que é dever imediato de todos aceitá-las com fé obediente, submissa e sacrificial em Cristo, e que nada impede a salvação, ainda mesmo do maior pecador da terra, senão sua perversidade inerente à voluntária rejeição do Evangelho, a qual agrava a sua condenação (Is. 55:1; Ap. 22:17; Lc. 14:17; Rm. 16:26; Mc. 1:15; Rm. 1:15, 17; Jo. 5:40; Mt. 23:27; Rm. 9:32; Pv. 1:24; At. 13:46; Jo. 3:19: Mt. 11:20: Lc. 19:27; II Ts. 1:8).
 
ARTIGO X – DA GRAÇA DA REGENERAÇÃO
 
Cremos que os pecadores para serem salvos precisam ser regenerados, isto é, nascer de novo; que a regeneração se efetua pelo poder do Espírito Santo, em conexidade com a verdade divina, através de uma obra interior no homem, revivendo e reativando o seu espírito e efetuando uma completa transformação da mente, passando a ser uma nova pessoa em Cristo, obedecendo e servindo-O em tudo. E que a evidência da regeneração transparece nos frutos do arrependimento e da fé e em novidade de vida (Jo 3:3,6,7; I Co 5:17; Ez 36:26; Dt 30:6; Rm 2:28-29; Rm 5:5; I Jo 4:7; Jo 3:8; Jo 1:13; Tg 1:16-19; I Co 1:30; Fp 2:13; I Pe 1:20,25; I Jo 5:1; I Co 12:13; Ef 4:20-24; Cl 3:9-11; Ef 5:9; Rm 8:9; Gl 5:16-23; Ef 2:14-21; Mt 3:8-10, 7:20; I Jo 5:4).
 
ARTIGO XI – DO ARREPENDIMENTO E DA FÉ
 
Cremos que o arrependimento e a fé são deveres sagrados e também graças inseparáveis, originadas em nossa alma pelo Espírito regenerador de Deus; que, sendo por essas graças convencidos profundamente de nossa culpa, perigo e incapacidade, bem como do caminho da salvação por Cristo, voltamo-nos para Deus com sincera contrição, confissão e súplica por misericórdia, recebendo ao mesmo tempo de coração o Senhor Jesus Cristo como nosso Profeta, Sacerdote e Rei, e confiando somente n’Ele como o único e auto-suficiente Salvador (Mc 1:15; At 11:18; Ef 2:8; I Jo 16:8; At 2:37-38; At 16:30-31; Lc 18:13, 15:18-21; Tg 4:7-10; II Co 7:11; Rm 10:12-13; Sl 51; Rm 10:9-11; At 3:22-23; Hb 4:14; Sl 2:6; Hb 1:8, 7:25; II Tm 1:12).
 
ARTIGO XII – DO PROPÓSITO DA GRAÇA DE DEUS
 
Cremos que a eleição é o eterno propósito de Deus, segundo a qual Ele gratuitamente regenera, santifica e salva pecadores; que esse propósito, sendo perfeitamente consentâneo com o livre arbítrio do homem, compreende todos os meios que concorrem para esse fim. Que é gloriosa manifestação da soberana vontade de Deus, que é infinitamente livre, sábia, santa e imutável; que exclui inteiramente a jactância e promove a humildade, o amor, a oração, o louvor, a confiança em Deus, bem como a manifestação ativa de sua livre misericórdia; que encoraja a busca por mais santificação e pode ser verificada por seus efeitos em todos aqueles que realmente crêem no Evangelho; que é o fundamento de segurança cristã e que verificá-la a respeito de nós mesmos exige e merece a nossa maior diligência (II Tm 1:8, 9; Ef 1:3-14; I Pe 1:1, 2; Rm 11:5-6: Jo 15:16; I Jo 4:19; II Ts 2:13-14; At 13:48; Jo 10:16; Mt 20:16; At 15:14; Êx 33:18-19; Mt 20:13; Ef 1:11; Rm 9:23-24; Jr 31:3; Rm 11:28-29; Tg 1:17-18; II Tm 1:9; Rm 11:32-36; I Co 4:7, 1:26-31; Rm 3:27, 4:16, Cl 3:12; I Co 3:3-7, 15:10; I Pe 5:10; At 1:24; II Ts 2:13; I Pe 2:9; Lc 18:7; Jo 15:16; Ef 1:16; I Ts 2:12; II Tm 2:10; I Co 9:22; Rm 8:28,30; Jo 6:37-40; II Pe 1:10; I Ts 1:4-10; Tg 2:18; Jo 14:23; Rm 8:28-30; Is 42:16; Rm 11:29; II Pe 1:10-11; Fp 3:12; Hb 6:11).
 
ARTIGO XIII – DA SANTIFICAÇÃO
 
Cremos que a santificação é o processo pelo qual, de acordo com a vontade de Deus, somo feitos participantes de Sua santidade; que é uma obra progressiva que se inicia na regeneração, que é continuada nos corações dos crentes pela presença do Espírito Santo, o confirmador e confortador, no uso contínuo dos meios indicados, especialmente a Palavra de Deus, o exame próprio, a renúncia, a vigilância e a oração. Ela ocorre na medida da dedicação do crente e se manifesta através de um caráter impregnado pela presença e frutos do Espírito, bem como por uma vida de testemunho fiel e serviço consagrado a Deus e ao próximo (I Ts 4:3-7, 5:23; II Co 7:1, 13:9; Ef 1:4; Pv 4:18; Hb 6:1; II Pe 1:5-8; I Jo 2:29; Rm 8:5; Jo 3:6; Fp 1:9-11; Ef 1:13-14; Fp 2:12-13; Ef 4:11, 12; I Pe. 2:2; II Pe. 3:18; II Co. 13:5; Lc. 11:35; 9:23; Mt. 26:41; Ef. 6:18; 4:3; Jo. 17:17; Rm. 12:1-2; II Co 3:18; Hb 12:14; Rm 6:9; Gl 5:22; Fp 1:9-11.).
 
ARTIGO XIV – DA CURA DIVINA
 
Cremos na cura divina e que é da vontade de Deus curar, hoje e sempre, todas as pessoas salvas ou não salvas, bem como todo o gênero de doenças ou enfermidades. Cremos que pela fé nas promessas de Deus é possível receber e manter a cura para males físicos e mentais, dando ao homem plenas condições de uma vida saudável para a glória do Pai. A cura divina manifesta-se por meio da oração da fé, imposição de mãos ou por meio dos dons do Espírito Santo, sendo a mesma provida pelo sacrifício de Jesus na cruz do Calvário, e é um direito de todo aquele que crê (Tg 5:15; Mc 16:18; Is 53:4-5; Mt 8:17; I Pe 2:24; Sl 103:3, 107:20.
 
ARTIGO XV – DA IGREJA EM SEU ASPECTO DE REUNIÃO
 
Cremos que igreja, devida e biblicamente organizada, é uma congregação, reunião ou ajuntamento de pessoas regeneradas e batizadas após profissão de fé. Tais congregações são constituídas por livre iniciativa dessas pessoas com a finalidade de prestarem culto a Deus, observarem as ordenanças de Jesus, meditarem nos ensinamentos da Bíblia para a edificação mútua e para a propagação do evangelho. Cremos, também, que esta igreja deve se relacionar com outras igrejas que comungam da mesma fé e dos princípios bíblicos fundamentais, visando cooperar nas atividades e expansão do reino de Deus (Mt 18:17; At 5:11, 20:17,28; I Co 4:17; I Tm 3:5; III Jo 9; I Co 1:2,10; At 2:41-42; At 20:17,28, 6:3-6; 13:1-3; Tt 1:5-9; Fp 1:1; I Co 3:16-17; At 14:23.).
 
ARTIGO XVI - DO BATISMO E DA SANTA CEIA
 
O Batismo e a Santa Ceia do Senhor são as duas ordenanças da igreja estabelecidas pelo próprio Senhor Jesus Cristo, sendo ambas de natureza simbólica. O batismo consiste na imersão do crente em água, após sua profissão de fé em Jesus Cristo como Salvador Único, suficiente e pessoal. Simboliza a morte e o sepultamento do velho homem e a ressurreição para uma nova vida em identificação com a morte, sepultamento e ressurreição do Senhor Jesus Cristo e também prenúncio da ressurreição dos remidos. O batismo, que é condição para ser membro de uma igreja, deve ser ministrado sob a invocação do nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. A Santa Ceia é uma cerimônia da igreja reunida, comemorativa e proclamadora da morte do Senhor Jesus Cristo, simbolizada por meio dos elementos utilizados: o pão e o vinho. Nesse memorial o pão representa o Seu corpo dado por nós no Calvário e o vinho simboliza o Seu sangue derramado. A Santa Ceia deve ser celebrada pela Igreja até a volta de Cristo e sua ministração deve pressupor o batismo bíblico dos participantes, bem como um criterioso exame pessoal em relação a si mesmo, em relação à comunhão com os outros membros da igreja, e à sua vida espiritual em relação a Deus (Mt 3:5-6,13-17, 26:26-30, 28:19; Jo 3:22-23; 4:1-2; I Co 11:20,23-30; At 2:41-42; 8:12,36-39, 10:47-48, 16:33, 18:8; Rm 6:3-5; Gl 3:27; Cl 2:12; I Pe 3:21; Mt 28:19; At 2:38,41,42; Mt 26:26-29; I Co 10:16,17-21, 11:23-29; At 2:42; 20:4-8).
           
ARTIGO XVII – DOS JUSTOS E DOS ÍMPIOS
 
Cremos que há uma diferença radical e essencial entre os justos e os ímpios; que somente aqueles que pela fé são justificados em o nome do Senhor Jesus e santificados pelo Espírito de nosso Deus são verdadeiramente justos à face de Deus enquanto todos aqueles que continuam na desobediência e na incredulidade são ímpios aos Seus olhos e se encontram sob condenação; que essa distinção permanece entre os homens quer na morte quer após a morte (Mt 3:18; Pv 12:26; Is 5:20; Gn 18:23; Jr 15:19; At 10:34-35; Rm 6:15; Rm 1:17, 7:6; I Jo 2:29, 3:7; Rm 8:18,22; I Co 11:32; Pv 11:31; I Pe 4:17-18; I Jo 5:19; Gl 3:10; Jo 3:36; Is 57:21; Sl 10:4; Is 55:6-7; Pv 14:32; Lc 16:25; Jo 8:21-24; Pv 10:24; Lc 12:4-5; 9:23-26; Jo 12:15-16; Êx 3:17; Mt 7:13-14).
 
ARTIGO XVIII – DA EXISTÊNCIA DE SERES ESPIRITUAIS
 
Cremos na existência de seres espirituais: anjos e demônios, que não são deuses, mas foram criados por Deus. Que os anjos são dotados de excelente juízo moral e de larga capacidade e inteligência. Que são criaturas espirituais invisíveis e só podem ser vistas por determinação, vontade e permissão do Senhor e se incumbem de nos guardar e proteger, bem como de ministrar a mais perfeita adoração. Que os demônios são anjos caídos. Que satanás, chefe dos demônios, é uma pessoa, rebelou-se contra Deus, é declarado inimigo de Deus e de toda a Sua criação. Que ele é o autor do pecado e causador da queda do homem, tornando-se o agente pessoal da maldade e da infelicidade humana e que opera com toda a fúria no sentido de impedir a conversão dos homens a Jesus Cristo e tenta impiedosamente oprimir os crentes. Cremos que Jesus Cristo já o venceu na cruz do Calvário e esmagou-lhe a cabeça conforme diz a Escritura (Gn 3:1-15; Cl 2:15; Ap 1:18; Hb 1:14; Sl 34:7, 91:11; Hb 12:22; II Pe 2:4; Jd 6; Mt 25:5; At 12:6-11; Ap 4:11: 5:11; Lc 24:39; Nm 22:31; II Rs 6:17; Lc 2:13; Is 14; Ez 28).
 
ARTIGO XIX – A MORTE COMO CONSEQUÊNCIA DO PECADO
 
Cremos que todos os homens são marcados pela finitude da vida na terra, de vez que, em consequência do pecado a morte passou para todos os filhos de Adão e Eva. A Palavra de Deus assegura a continuidade da consciência e da identidade pessoais após a morte, bem como a necessidade de todos os homens aceitarem a graça de Deus em Cristo enquanto estão neste mundo. Com a morte está o destino eterno de cada pessoa. Pela fé nos méritos do sacrifício substitutivo de Cristo na cruz, a morte do crente no Senhor deixa de ser uma tragédia, pois ela o transporta para o reino celestial onde desfrutará eternamente da presença gloriosa de Deus. Entretanto, os incrédulos e desobedientes entram, a partir da morte, num estado de separação definitiva de Deus. Na Palavra de Deus encontramos claramente expressa a proibição divina da busca e do contato com os mortos, bem como a ineficácia de atos e atitudes de natureza religiosa em relação àqueles que já morreram. (Rm 5:12; Rm 6; I Co 15:21,26; Hb 9:27; Tg 4:14; Lc 16:19-31; 23:39-46; Rm 5:6-11; 14:7-9; I Co 15:18-20; II Co 5:14,15, Fp 1:21-23; I Ts 4:13-17; I Ts 5:10; II Tm 2:11; I Pe 3:18; Ap 14:13; Jo 5:28-29; Êx 22:18; Lv 19:31, 20:6,27; Dt 18:10; I Cr 10:13; Is 8:19; 38:18; Jo 3:18; 3:36; Hb 3:13).
 
ARTIGO XX – DO MUNDO VINDOURO
 
Cremos que Deus, no exercício de Sua soberania, está conduzindo o mundo e a história a seu tempo final. Em cumprimento à Sua promessa, Jesus Cristo voltará a este mundo, pessoal e visivelmente, em grande poder e glória. Os mortos em Cristo serão ressuscitados e os crentes ainda vivos juntamente com eles serão transformados arrebatados e se unirão ao Senhor. Os mortos sem Cristo também serão ressuscitados. Os ímpios serão condenados e destinados ao inferno e lá sofrerão o castigo eterno separados de Deus. Os justos, justificados pela fé no Senhor Jesus Cristo, com os corpos glorificados, receberão seus galardões e habitarão para sempre no céu com o Senhor (I Pe 4:7; I Co 7:29,31; Hb 1:10-12; Mt 25:14-46; I Jo 2:17; Mt 28:20, 13:39,40,49,50; II Pe 3:3-13; At 1:11; Ap 1:7; Hb 9:27,28; At 3:21; I Ts 4:13-17, 5:1-11; At 24:15; I Co 15:12-58; Lc 14:14; Dn 12:2-3; Jo 5:28-29; 6:39,40,44, 11:25-26; II Tm 1:10; At 10:42; Mt 13:37-43, 24:30; Mt 25:31-46; Ap 22:11; I Co 6:9-10; Mc 9:43-48; II Pe 2:9; Jd 7; Fp 3:19,20,21; Rm 6:22,23; II Co 5:10-11; Jo 4:36; II Co 4:18; Rm 3:5; II Ts 1:6-12; Hb 6:1-2; I Co 4:5; At 17:31; Rm 2:2-16; Ap 20:11-12; I Jo 2:28, 4:17; Ef 1:10; Mt 16:27, 24:27-31, 26:64, Mc 8:38; Lc 17:24; Lc 21:27; I Tm 6:14-15; II Tm 4:1,8; Tt 2:13; Rm 8:23; Cl 3:4; At 10:42; I Jo 4:17; Ap 20:11-15, 22:11-12; Mt 18:8-9; Lc 16:22,23,26-31; II Ts 1:9; Jo 14:1-3).